Em vista do grau relativamente adiantado de desenvolvimento e da maior maturidade da área de filologia no Brasil, poderia ser vantajosa para a lingüística uma integração e cooperação entre as duas linhas de trabalho, sempre que as competências profissionais de ambas fossem rigorosamente respeitadas. Os lingüistas teriam de evitar a tentação de rotular os filólogos como um bando de colecionadores pré-científicos de dados, como se esses últimos fossem incapazes de pensamento racional, enquanto que os filólogos teriam de evitar a tentação de impor aos lingüistas seus métodos de orientação empírica, abrindo-se a idéias novas teoricamente motivadas.
(Anthony Naro)